Tentei deixar para trás tudo que morre, todos que partem, o inseguro e também o inconstante. Em mim nada sobrou, -nem eu.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As vezes ando distraída, calada, tranqüila, e apenas um papel me cabe as mãos [..] Ando sem rumo, com rumo a todas as direções, ando carente, disposta e envolvente; Ando com um cadarço solto, cabelo preso e apenas um novo jeito.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

E hoje eu sei que precisei quebrar meu coração, para te encontrar e descobrir que havia concerto.

Ando sentindo

bate ... bate fraco, bate forte, já quase não bate, já não me sinto, já sei que sinto;
Saudade de você.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tenho Sentido

Onde foram? Não sei por que não as encontro. O que as fizeram sumir assim? Porque escaparam de minhas mãos Dessa maneira, de uma hora pra outra. Tudo aconteceu tão rápido Que quando percebi Já estava a procurá-las. Numa noite as encontrei. Solitárias e esquecidas. Resolvi então que Deveria trazê-las de volta, Para que tudo fizesse sentido novamente Coloquei-as em seu lugar De onde nunca deveriam ter saído As folhas de meu caderno. Pois lá teriam se multiplicado Tornando-se muito mais belas. Palavras. Estas que sozinhas São apenas palavras, Pequenas palavras. Mas juntas, Significam tanto, Que às vezes faltam para Poder trazer sentido Ao que tento expressar. -Andava perdido até te encontrar.

Noite

A noite veio, E levou você. E o que ela me deixou? Saudade. A noite veio, E tudo passou a ser frio. Não só frio, Mas solitário também. A noite veio, E tudo que era frio e solitário, Tomou conta de mim. A noite veio, Sem dizer quando iria embora, Nem quando, o que ela levou, voltaria. E se voltaria. E se o frio não cessasse, E se a solidão não fosse embora? A saudade restaria, Para acolher todos os sentimentos e desejos, De tudo que se foi. Estou eu a mercê da noite, Esperando que retorne com tudo que me pertence, Só então, poderei devolvê-la toda essa saudade, Que não me cabe no coração.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Rosa

A rosa que se encontrava tão linda,
Murchou,
Sem motivos,
Sem hora,
Sem cor.

Perguntei a roseira
Por que a linda rosa murchara.
Nada tive como resposta.

Por horas fiquei esperando ao lado da roseira,
Para que me desse alguma resposta,
Para que eu pudesse entender
O porquê de a linda rosa ter murchado.

Então ela me respondeu,
Dizendo que aquela rosa não era uma rosa qualquer,
Que ela não havia simplesmente murchado
E que aquele não era o fim de sua vida.

Ela somente se desfez
De suas pétalas,
De seu perfume
E de sua cor,

Para poder retornar
Muito mais bela,
Com mais pétalas,
Com mais perfume,

Imponente.